Biografia de Nhá Chica

A saga de uma beata que viveu nas roças de Minas Gerais e produziu muitas curas e milagres em nome de Nossa Senhora da Conceição.

Biografia de Nhá Chica

Steve Rud conta neste livro a história fantástica de fé e oração vivida por Nhá Chica.

Nhá Chica

Nhá Chica comunica a um devoto importantes verdades sobre o mundo espiritual e sobre sua evolução na Terra.

Nhá Chica

Por trás da mulher humilde e simples que foi Nhá Chica, existia uma alma muito evoluída e desapegada do mundo.

Dois livros sensacionais!

Steve Rud viveu e vibrou em cada página que escreveu para nos brindar com com estas duas obras primas da literatura!!!

Marco Aurélio Dias explica a simplicidade

marquinho filósofo
Marco Aurélio Dias analisou a vida simples de Nhá Chica e a sua busca consciente da vida simples. Entendeu que ela fugia do desejo de não ser ela mesma. Percebeu que toda vez que sentimos nossa pobreza natural, nosso desamparo contínuo, temos uma sensação interna de pânico e somos instigados a querer ser mais do que somos, fugimos da simplicidade (pelo menos em pensamento) e buscamos o poder, que é representado por mais dinheiro, mais beleza, restaurantes, carros, amizades supostamente mais interessantes, pois imaginamos erroneamente que a pessoa cheia de bens materiais é diferente e que a vida para ela é melhor do que a que não tem grandes fortunas materiais. A vida simples é a única vida real e estamos sempre fugindo dela. A questão não está em julgar se isto é certo ou é errado, mas em saber que se trata de um processo inconsciente. Sentimos necessidade de competir com aqueles que achamos estarem melhor do que nós. Quando a pessoa descobre que essa competição não leva a nada, nem vai fazer a pessoa ser mais do que qualquer outra, pois a velhice, a pobreza natural e a morte nivela todos, então torna-se um sujeito diferenciado e consciente. Nhá Chica tornou-se consciente dessa vaidade e aprendeu a ser simples, a aceitar a simplicidade e a viver a vida simples, embora fosse de origem simples. Devemos controlar o impulso para fugir da simplicidade quando a percebemos, pois ele é um medo infundado que somente nos afasta da realidade. Não precisamos esconder e nem fugir da simplicidade natural. Não precisamos fugir de nós mesmos.

A filosofia de Marco Aurélio Dias

Marco Aurélio Dias não é nem um religioso católico e nem um beato, mas um filósofo que aprendeu com Nhá Chica a renúncia e a simplicidade. Conversando com o filósofo, em São Lourenço, ele me falou que os sonhos que alimentamos são em função do instinto de sobrevivência, e somos orgulhosos e vaidosos por causa da competição inconsciente e da busca de vencermos os outros para obtermos os melhores lugares na sociedade. Mas fazemos isso impulsionados pelas forças imperativas do instinto de sobrevivência. O problema é que isto não leva a nada, é apenas uma vaidade que o inconsciente biológico impõe para o indivíduo pensar que vai chegar a algum lugar, e ele tem a sensação de que isto o livrará da velhice, da pobreza natural e da morte.Todavia, o filósofo diz que a única vantagem da vida, mais do que comer bem, vestir bem, andar em carros luxuosos e ter conta bancária gorda, é estar consciente do processo da vida. A simplicidade é desenganar-se da ilusão de que vamos ser mais do que a pessoa humilde, pobre e simples que somos naturalmente, pois nascemos sem um tostão no bolso e não levamos nenhum tostão para a viagem após a morte.

***Jane Block

Marco Aurélio Dias e a humildade

marco
Marco Aurélio Dias diz que nos excitamos demasiadamente com a nossa vida. Para ele, apenas repetimos o que milhões de pessoas já fizeram desde o tempo dos neandertais, e mais atrás ainda. Achamos que somos muito bonitos, muito inteligentes, sábios, espertos, sempre nos vangloriamos de alguma coisa, dominados pela vaidade de existir. Qualquer ser humano só repete o que o outro faz, igualzinho. Todos os prefeitos, governadores e políticos se acham os tais, mas apenas fazem o que os outros fizeram. As pessoas são apenas cópias umas das outras e não querem ser diferentes. A gente copia o pai, a mãe, irmãos, amigos, líderes, professores e nos tornamos uma mistura da personalidade desses e de outros indivíduos. E nos vangloriamos. Somos apenas a vaidade de possuir mansões e automóveis, de ter um bom emprego, de ser o chefe, de ter o cabelo liso - nada mais! E vamos caminhando para a morte fingindo que não a vemos, vamos caminhando para a velhice, vamos caminhando para a pobreza, pois todos nós nascemos pobres e morremos pobres, nascemos sem identidade e morremos sem identidade... Morremos igual nascemos. É preciso perceber isto e ter a humildade de saber que não somos absolutamente nada e que não fazemos a menor falta para o universo. A vida funciona perfeitamente bem sem a presença de qualquer um de nós, e o lugar que ocupamos na existência é tão passageiro que não merecemos ocupá-lo com arrogâncias e falsa fantasia de que somos melhores que os outros. Veja mais